Com Zaina (Moçambique. Grupo de Teatro do Oprimido de Maputo) na Conferência Internacional do Teatro do Oprimido - Rio de Janeiro 20 a 26 de julho de 2009
Eu, William Berger, venho das terras quentes do Espírito Santo. Do ventre de minha mãe já sabia o que hoje bem quero. Infância povoada de personagens: deuses, anjos, demônios, seres da mata, fantasmas. Descobri bem cedo que meu corpo é um templo e nele posso acessar universos, prazeres, sonhos, utopias e realidades cruas. Da forma mais simples descobri o teatro: fazendo - o. Inicialmente na igreja, depois na escola de teatro, em assentamentos da Reforma Agrária, aldeias indígenas e agora no morro com crianças e adolescentes. Também com poetas como o Waldo Motta (pessoalmente), o Jorge Luis Borges e o Fernando Pessoa. Cruzado contra a hipocrisia, persigo a sinceridade: poética de - vida , um corpo em estado de presentação.
Arte, Ciência e Religião, o teatro é para mim mais que representação, é uma forma de estar no mundo e com ele me comunicar: transformar (me). Nós somos teatro, diz Boal, atrevo-me apenas em descobrir - me teatro, com todas as contradições e possibilidades. Ser e estar ator: eis o desafio.
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