Às vezes fico remoendo
O poeta em mim
E encontro
Uma voz
Que responde
Em letras e números:
Os vejo como gestos!
Naquilo que sempre busquei
Não há silêncio que caiba.
20/08/2009
sábado, 22 de agosto de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Peça de lycra azul e rosa "Terra Sem Mal". Texto e direção: Waldo Motta. Fotos: Ricardo Aguiar e Caroline Garcia Altoé.

TERRA SEM MAL – um mistério bufante & deleitoso
A partir da mitologia dos índios brasileiros, e outras referências, oscilando entre o épico e o místico, o sério e o cômico, a peça Terra sem mal é um exemplo de teatro alegórico. Evocando os autos sacramentais, as propostas éticas e estéticas de Brecht e Artaud, entre outros, a peça satiriza, em clima de festa, rave, carnaval e ópera, a busca infrutífera do paraíso, em todos os tempos e lugares, e sugere onde se pode encontrar o objeto de tão apaixonado desejo: a zona proibida do corpo.
Produtor, autor, diretor etc.: Waldo Motta
Elenco: William Berger, Waldo Motta, Cristina Garcia, Allan Moscon
Sonoplastia e Iluminação: Éder Garcia e Fran de Oliveira (Casa Melancia)
Informações: Waldo (8841.7348 / 3056.0024)
A peça mostra, na primeira parte, vários personagens, em tempos e lugares diferentes, em busca da "Terra sem mal", do paraíso, da utopia. Na segunda parte, enfim, manifesta-se um Tupã gay e debochado que revela ao pajé que o invoca o que é e onde se encontra o lugar tão desejado. Na terceira parte, entre outras coisas, ocorre o confronto entre um tipo de buscador, o Sinhozinho (bofe, caraíba, imperialista etc) e a Bicha papona, a monstra guardiã do lugar sagrado, a Terra sem mal, que poderia ser o Espírito Santo, já que um grupo de índios guarani, conduzido por uma índia, Tatanty, veio parar aqui, no final dos anos 1960, acreditando estar no solo espiritossantense o tão suspirado paraíso indígena.
terça-feira, 12 de maio de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Teatro Alegórico: o simbolismo de minha mãe
Na proposta do Teatro Alegórico do poeta Waldo Motta, o primeiro passo para desvendarmos a trama de nossas existências no grande teatro do mundo, é desvelar o simbolismo do Si-mesmo. Descobrir os símbolos e significados contidos no nome das coisas. Isso tudo visa à construção de uma identidade alegórica que leva em conta uma experiência ao mesmo tempo altamente individual e universal: a viagem do auto-conhecimento. Qual a grande aventura de Édipo, Hércules e Gilgamesh, senão conhecer o si-mesmo, o que dentro está, nas entranhas de nosso ser.
Um dos primeiros passos é descobrir o significado do nosso próprio nome e desvendar toda uma cadeia analógica de símbolos que envolvem a numerologia, a etimilogia, a mitologia, a religião, a interpretação dos sonhos, et caterva.
Pois bem, sou William Berger. Nascido em Itarana (do guarani "Pedra da Onça"), passei minha infância numa fazenda chamada Triunfo, na cidade de Itaguaçu ( "Pedra Grande"). De lá fui para um colégio interno da Igreja Luterana em Afonso Cláudio, onde fiquei 3 anos, me formei diácono. Depois disso vim para a Grande Vitória, mais especificamente Viana. Estudei Serviço Social na UFES e teatro na FAFI. Sou multiplicador de Teatro do Oprimido formado pelo Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro e educador social, dou aulas de Teatro e Recreação no Bairro da Penha e Andorinhas em Vitória.
Descobri em 2004 que meu nome William, do alemão Wilhelm (em português Guilherme) significa "protetor de sua vontades, defensor de seu querer" (teimoso, insistente, perseverante) e que meu sobrenome “Berger”, também de raiz alemã (Bergman, Bergham) significa “homem da montanha, aquele que habita os montes” (provavelmente algum pastor de ovelhas da mesma natureza que me levou a desempenhar o papel de pastor de ovelhas durante 4 a 5 anos de minha infância no Auto de Natal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, comunidade de Triunfo). Isso explica também meu fascínio por Fernando Pessoa (O pastor amoroso). Tenho só aí um prato cheio para analisar, mas não pára por aqui, pois nasci no dia 18/08/1983. A soma dos meus dois primeiros denominadores dá 9 (1+8). Isso na escala numerológica quer dizer que sou o número mais elevado (que habita o cume, o alto da montanha dos números), que ultrapassou certas barreiras e dificuldades no plano espiritual e estou mais próximo da deidade que qualquer outro número. O número 9 é o próprio símbolo de Deus em sua totalidade, entre muitas outras coisas. Nasci no mês de agosto (8) e pesa sobre mim um carma que envolve a organização, a precisão, a exatidão nos compromissos públicos para o sucesso material, financeiro, profissional, próprios do número 8. Este número está associado à homossexualidade, à viadagem e à descoberta de certos mistérios ligados ao homoerotismo e à religião.
Um dos primeiros passos é descobrir o significado do nosso próprio nome e desvendar toda uma cadeia analógica de símbolos que envolvem a numerologia, a etimilogia, a mitologia, a religião, a interpretação dos sonhos, et caterva.
Pois bem, sou William Berger. Nascido em Itarana (do guarani "Pedra da Onça"), passei minha infância numa fazenda chamada Triunfo, na cidade de Itaguaçu ( "Pedra Grande"). De lá fui para um colégio interno da Igreja Luterana em Afonso Cláudio, onde fiquei 3 anos, me formei diácono. Depois disso vim para a Grande Vitória, mais especificamente Viana. Estudei Serviço Social na UFES e teatro na FAFI. Sou multiplicador de Teatro do Oprimido formado pelo Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro e educador social, dou aulas de Teatro e Recreação no Bairro da Penha e Andorinhas em Vitória.
Descobri em 2004 que meu nome William, do alemão Wilhelm (em português Guilherme) significa "protetor de sua vontades, defensor de seu querer" (teimoso, insistente, perseverante) e que meu sobrenome “Berger”, também de raiz alemã (Bergman, Bergham) significa “homem da montanha, aquele que habita os montes” (provavelmente algum pastor de ovelhas da mesma natureza que me levou a desempenhar o papel de pastor de ovelhas durante 4 a 5 anos de minha infância no Auto de Natal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, comunidade de Triunfo). Isso explica também meu fascínio por Fernando Pessoa (O pastor amoroso). Tenho só aí um prato cheio para analisar, mas não pára por aqui, pois nasci no dia 18/08/1983. A soma dos meus dois primeiros denominadores dá 9 (1+8). Isso na escala numerológica quer dizer que sou o número mais elevado (que habita o cume, o alto da montanha dos números), que ultrapassou certas barreiras e dificuldades no plano espiritual e estou mais próximo da deidade que qualquer outro número. O número 9 é o próprio símbolo de Deus em sua totalidade, entre muitas outras coisas. Nasci no mês de agosto (8) e pesa sobre mim um carma que envolve a organização, a precisão, a exatidão nos compromissos públicos para o sucesso material, financeiro, profissional, próprios do número 8. Este número está associado à homossexualidade, à viadagem e à descoberta de certos mistérios ligados ao homoerotismo e à religião.
A soma das letras do meu nome (o número do meu destino) dá 11. Esse novamente confirma minha natureza búdica, pois 11 é o número dos iluminados. Há aí entretanto uma forte pressão para que meu comportamento não deixe 1 e 1 (de 11) se juntarem e formar 2, a dualidade, a duplicidade, a sombra, o duplo, a confusão barroca, ou seja o contrário do estado de iluminação de um buda.
Sou o defensor do meu querer, que habita os montes (que tem ideais elevados, búdicos, crísticos, artísticos e reliogiosos), do número 9.
Certa vez sonhei com o dia em que vim à terra: depois de fazer amor com Deus, um ser que continha os dois sexos, escolhi alcançar a luz nesta vida. Quando estava encarnando, Deus falou comigo “Procure um tal de Waldo Motta, poeta”. Loucura ou não, eu o encontrei. E foi ele quem me ajudou a descobrir esses e muitos outros detalhes da minha identidade alegórica, com algumas leitutas de Jung, esoterismo e tudo o que já citei. Waldo está muito além da psicanálise profunda, mas esse é um outro assunto.
Waldo me apontou também que meu nome tem duas letras " I "( que é o número 9) e duas letras "L" (que angaria muito sucesso em meus empreendimentos). E outros detalhes que ainda não posso trazer a público.
Depois desse mergulho enveredei por descobrir o simbolismo de minha mãe, já que esse sempre foi o grande arquétipo que incomodou os maiores heróis, mestres, pensadores e artistas (Édipo, Freud, Jung, Hércules, Jesus Cristo, Kazuo Ohno, Fernando Arrabal). E este é o principal foco deste texto antiacadêmico.
Pois então, minha mãe se chama Diana Berger. E vou fazer uma breve sondagem do simbolismo de seu nome, apenas na etimilogia e sua relação analógica com a mitologia.
Diana é a "virgem pudica que mora nas montanhas". Deusa grega, também chamada de Ártemis na antiguidade clássica. Diana, a deusa, nasceu no sexto dia à ilha de Ortígia; ao sétimo, seu irmão Apolo, deus sol, guerreiro. Diana simbolisa a lua, o princípio feminino, juntamente com a água.
Depois desses dois divinos nascimentos e de outros irmãos, a ilha flutuante de Ortígia, mudou de nome e passou a se chamar Delos "a brilhante".
Diana (Ártemis) foi até Zeus e suplicou-lhe não jóias, nem adornos, nem atrativos, mas curta túnica que pudesse cobrir seu corpo esbelto, sapatos de caçadora, aljava, flexas e arco. E mais: quis a virgindade eterna, abundância de nomes e um grandioso séquito de Oceânidas e Ninfas. Por fim disse: "Entrega-me as montanhas . . . e ali habitarei".
Sincronicidade:
Minha mãe (Diana Berger) nasceu na cidade de Nova Venécia (a Nova Veneza) do norte do ES, numa localidade chamada Córrego do Pavão. E passou sua infância na cidade de Montanha.
Fora batizada com o nome Sebastiana, em homenagem a São Sebastião, por insistência de seu pai. Sempre era chamada de Tiana.
Ao entrar na sua juventude, mudou seu nome para Diana (note-se: recebeu um novo nome, como Jacó - "ladrão de Deus" - que, após a batalha com o anjo, passa a se chamar Israel -"vencedor com Deus").
Casou-se com meu pai (Erson Berger) e passou a se chamar Diana Berger (a virgem das montanhas, que habita os montes. O novo sobrenome lhe confima o significado do nome (Berger sinifica "o que habita as motanhas").
Diana (a deusa) é também chamada de Apollousa (irmã de Apolo), protetora da juventude, da caça, bosques, montanhas, de todas as formas de vida, inlusive a humana.
Seu animal predileto é o cervo, a corsa, o veado, belo animal selvagem que foge à domesticação. E eu sou seu filho predileto e mais indomável. Em sua infância mamãe diz que tinha visões: sobre as árvores, imagens de nossa senhora (a virgem), e que seu maior desejo era ser freira (virgem pudica?).
À deusa se ofereciam as roupas do parto, tanto das mulheres mortas, como de um feliz nascimento. Minha mãe quase morreu em meu parto, teve pré-eclampse e ficou sequelada por alguns anos. Logo que nasci, ficou totalmente louca. Diana é a deusa lunar e minha mãe ficou lunática nessa época. Minha mãe é literalmente uma mulher de fases, como a lua, comparada várias vezes por pessoas de fora do círculo familiar.
Meu irmão foi aterrorizado na infância por minha avó paterna que o acusava de ter nascido pré-maturo, "sem orelhas". Pura enganação: minha avó (hoje morta) não gostava de minha mãe por ser filha de negros e ciganos e meu irmão é o mais negro de todos.
Ártemis é associada também a Hécate, deusa lunar e feiticeira grega, invocada no campo da magia. Na Bíblia e nos mistérios wicanos, encontramos que o melhor tempo de louvar a Deus é na lua nova. Nas figuras da deusa, vemos sobre a sua cabeça o símbolo da lua nova. Ela é a própria lua.
Deusa da Alegria e dos cantos da primavera, guia nossos caminhos difíceis e perigosos: quem quiser conferir vá lá em casa, a minha louca lúcida canta todas as manhãs e ao anoitecer e seu canto organiza o universo. Daí eu ser assim: filho da deusa, puro teatro.
sábado, 29 de novembro de 2008
TEMPO
Crianças correndo na chuva
O rio da vida corre impiedoso
E as lágrimas escorrem
como a areia do tempo.
Às vezes sonho o passado
Acordo em lágrimas
Às vezes durmo presente
Acordo futuro
Danço na linha do tempo
Invento formas
Defino conteúdos
De vidas presentes,
passadas e futuras . . .
Rasgo entranhas em troca de um pouco de ópio e verdade
Rasgo o véu translúcido do tempo que escorre
Rasgo a própria veste da vergonha na cara.
Restaria ainda a velha ordem de Roma
Do rei e suas vestes perecíveis
Dos ratos e suas afiadas presas . . .
Não resistisse essa rara vergonha
Corroído estaria o meu coração
Não restasse essa alma que sonha
Restaria apenas um corpo no chão.
Aquilo que passa
Como enxurrada de verão
Não volta com o tempo
Não se repete da mesma forma
Não se clona ou reproduz.
Depois de nós,
haverão muitos
[aventureiros do tempo]
Evocando os mesmos gestos
que outrora fizemos,
entoando as mesmas notas
da política e das verdades inventadas.
Há porém um tempo
Além do próprio Tempo
Em que Zeus escapa
Da boca terrível de seu pai
Onde o que foi não veio,
não virá e não vai.
É o tempo do centro da roda
Do eterno indizível
Do véu do santíssimo
Do chifre de Moisés
Das tábuas da lei
Da voz de Elohim
E El Shadai.
O rio da vida corre impiedoso
E as lágrimas escorrem
como a areia do tempo.
Às vezes sonho o passado
Acordo em lágrimas
Às vezes durmo presente
Acordo futuro
Danço na linha do tempo
Invento formas
Defino conteúdos
De vidas presentes,
passadas e futuras . . .
Rasgo entranhas em troca de um pouco de ópio e verdade
Rasgo o véu translúcido do tempo que escorre
Rasgo a própria veste da vergonha na cara.
Restaria ainda a velha ordem de Roma
Do rei e suas vestes perecíveis
Dos ratos e suas afiadas presas . . .
Não resistisse essa rara vergonha
Corroído estaria o meu coração
Não restasse essa alma que sonha
Restaria apenas um corpo no chão.
Aquilo que passa
Como enxurrada de verão
Não volta com o tempo
Não se repete da mesma forma
Não se clona ou reproduz.
Depois de nós,
haverão muitos
[aventureiros do tempo]
Evocando os mesmos gestos
que outrora fizemos,
entoando as mesmas notas
da política e das verdades inventadas.
Há porém um tempo
Além do próprio Tempo
Em que Zeus escapa
Da boca terrível de seu pai
Onde o que foi não veio,
não virá e não vai.
É o tempo do centro da roda
Do eterno indizível
Do véu do santíssimo
Do chifre de Moisés
Das tábuas da lei
Da voz de Elohim
E El Shadai.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Poema para Hoje
Hoje é quinta-feirade uma época tenebrosa
Há um tempo buscamos o sentido perdido das coisas
o encontro de cada desencontro . . .
Na esquina dou bom dia a mim mesmo
E quem me vende o pão é minha própria imagem.
Sou reflexo e imagem daquilo que fui e serei
Sou o inverso daquilo que enxergo
um passo além do calcanhar
e a surpresa
dentro da caixa empoeirada.
A língua do sábio é a loucura do néscio
A agressão é a língua do idiota
A poesia é a ambrosia dos deuses
hidromel dos heróis
salvação dos famintos
Só por ela entraremos na cidade santa
Xangrilá perdida
Só com ela derrotaremos nossos dragões
ganharemos corações
nessa carapaça de lata
e voltaremos a amar aquilo que sempre fomos.
Há um tempo buscamos o sentido perdido das coisas
o encontro de cada desencontro . . .
Na esquina dou bom dia a mim mesmo
E quem me vende o pão é minha própria imagem.
Sou reflexo e imagem daquilo que fui e serei
Sou o inverso daquilo que enxergo
um passo além do calcanhar
e a surpresa
dentro da caixa empoeirada.
A língua do sábio é a loucura do néscio
A agressão é a língua do idiota
A poesia é a ambrosia dos deuses
hidromel dos heróis
salvação dos famintos
Só por ela entraremos na cidade santa
Xangrilá perdida
Só com ela derrotaremos nossos dragões
ganharemos corações
nessa carapaça de lata
e voltaremos a amar aquilo que sempre fomos.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
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