<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722</id><updated>2012-02-12T04:25:05.119-08:00</updated><title type='text'>William Berger: Arte, ciência e religião</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-6548970239744586564</id><published>2011-02-12T17:26:00.000-08:00</published><updated>2012-02-12T04:25:05.126-08:00</updated><title type='text'>Memória, Corpo, Ancestralidade  . . .</title><content type='html'>William Berger &lt;br /&gt;                                                                                                                             (Ator, multiplicador do teatro do oprimido - CTO, mestre em Serviço Social)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos realizar um resgate da infância da própria humanidade como uma busca da sua ancestralidade. Isso implica a valorização de nossos povos indígenas e também dos povos afrodescendentes, sua história, sua mitologia, sua memória, seu pensamento, sua liberdade, sua dignidade. Tal atitude passa por uma retomada do sentido do sagrado e sua relação com o corpo: o divino habita em nossas entranhas. Tarefa mais que urgente para uma sociedade degradada pela perda da experiência ritual, como um resgate de nossa própria essência.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Walter Benjamin afirmou que o contato com o divino se produz na linguagem. Destaca o lado mágico desta, quando, por exemplo, Deus nomeia sua criação. A queda do homem do paraíso lhe extraiu a capacidade de nomear as coisas no jardim do Éden; e na Torre de Babel se produziu a “superdenominação”. A linguagem podia agora ser usada para mentir e confundir, e passou a requerer o juízo para se distinguir entre ambos os aspectos (2009: 372).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não custa lembrar aqui que na cultura dos índios Guarani-Mbyá, mestres da oralidade, a palavra assume lugar central. Em seu ritual denominado Nimongaraí, próximo à colheita do milho e das chuvas torrenciais do final do verão, o céu cheio de raios, manifestação de Tupã, forma o contexto onde o pajé recebe de Deus os nomes das crianças recém-nascidas. Esse nome secreto, dado apenas aos que fazem parte de sua cultura, designa o destino do indívíduo. Para alguns, seu nome indígena é tão secreto que não pode ser revelado a ninguém além do pajé e a si próprio, caso contrário a pessoa poderia perder a própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta Waldo Motta sempre nos conta em suas oficinas "Poiesis" o mito africano de Exu-Yang, que, ao nascer, devora os nove ceus da cultura yorubana; encurralado no canto do nono ceu é obrigado por seu pai a devolver à vida tudo quanto devorara pronunciando o nome das coisas. À medida que pronuncia, a palavra se torna a coisa pronunciada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também Pierre Fatumbi Verger, em seu livro "Ewé" (folha), ao falar da magia e das ervas yorubanas menciona a palavra como veículo principal de encantos, receitas e feitiços africanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no pensador do teatro Antonin Artaud a respeito da palavra, nas culturas indígenas e africanas esta assume uma função mágica transformativa. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O resgate das memórias dos povos indígenas e afrodescendentes, presentes em nossos corpos, base simbólica de gestos, sons, imagens e palavras, suscita também, em nosso país, a urgência cotidiana de resgate da alteridade e da cidadania negada aos descendentes desses povos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Isso implica viver o mundo de uma maneira nova: olhar o passado em busca da origem e daí as vozes silenciadas as quais ninguém sabia que aí estavam. Assim não só os vivos, mas os mortos nos fazem demandas (2010). E é em nossos corpos que ecoam essas vozes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A experiência significa também os sonhos não cumpridos. O tempo em Benjamin é como um relâmpago fenomenológico. É preciso estar no meio das trevas, pois só pode ver a luz do dia quem é capaz de atravessá-las, nos lembra Santa Tereza D’Ávila. É preciso atrever-se a dar um salto sem saber o que está do outro lado. Ir ao que está silenciado em nós, desqualificado e assim naturalizado, quase como um arqueólogo. A inovação, como futuro está no passado. Temos um corpo e muitas indagações a serem feitas. Um paraíso de possibilidades ou o inferno da ignorância. "As perguntas seguem abertas" (2010).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JAY, M. Cantos de Experiencia. Variaciones modernas sobre un tema universal. Editorial Abada Madrid, 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MATUS, T. Notas da Palestra: “Aportes de Walter Benjamin al Trabajo Social Contemporâneo”. Universidade do Chile e PUC-Rio, 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] - Jay, 2009. Tradução livre: William Berger&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-6548970239744586564?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/6548970239744586564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=6548970239744586564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/6548970239744586564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/6548970239744586564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2011/02/memoria-corpo-ancestralidade.html' title='Memória, Corpo, Ancestralidade  . . .'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-3071721133396927564</id><published>2010-10-02T14:02:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T14:06:48.198-07:00</updated><title type='text'>Cuidado Ator . . .</title><content type='html'>"Um corpo - em - vida é um corpo em constante comunicação com os recantos mais escondidos, secretos, belos, demoníacos e líricos de nossa alma. É o receptáculo da poesia do teatro. O ator é um 'atleta afetivo', como diz Artaud" (FERRACINI, 2003). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na concepção de Artaud, o corpo comporta todos os símbolos de uma geografia cósmica: montanhas, céus e mares estão todos aqui na nossa carne. Isso lembra a relação holística do "Tao da Física" de Frijtof Capfra de que nosso corpo é o espelho do universo, e a esse todo devemos nos integrar para transformar. Ao transformar somos transformados, dizia Marx. Harold Bloom também menciona que em nosso corpo estão céus, infernos, anjos, deuses e demônios. Hércules descobre, realizando seus 12 trabalhos, que o que nos torna divinos e humanos é a capacidade de saber que somos deuses, o DEUS está em nós. Pierre Fatumbi Verger ao falar da magia yorubana, destaca o poder da palavra em todas as formas de feitiço. Mas não a palavra cotidiana, antes ritualizada, ressignificada, que é capaz de transformar o curso de uma realidade. Em Artaud, a palavra cria e recria novas realidades. O simbólico se torna concreto e vice-versa. Somos produto de nossas palavras. Isso lembra também Jung em "O Segredo da Flor de Ouro", quando fala dos egrégoras, filhos que geramos com nossos desejos, pensamentos, palavras e ações. Shiva em sua dança transforma o universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção ator: muito cuidado ao abrir a boca e evocar o gesto , você lida com símbolos, anjos, deuses, demônios, graais. Você é o mago, o profeta de um novo tempo. Criemos uma nova realidade com nossas palavras, nossos corpos e ações, busquemos o equilíbio e a comunhão dos seres humanos para viver aí a capacidade inata de sermos deuses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este Teatro que me proponho: teatro e magia, tetro e bruxaria, arte, ciência e religião. Saravá Dioniso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Berger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09 -09-2008 às 00:41 hs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;br /&gt;FERRACINI, Renato. A Arte de Não Interpretar como Poesia Corpórea do Ator. Campinas.: Editora da Unicamp, 2003. 300 p.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-3071721133396927564?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/3071721133396927564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=3071721133396927564' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/3071721133396927564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/3071721133396927564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2010/10/cuidado-ator.html' title='Cuidado Ator . . .'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-8451468490921363364</id><published>2010-02-21T14:50:00.001-08:00</published><updated>2010-02-21T14:50:29.740-08:00</updated><title type='text'>Quixotesco</title><content type='html'>Ainda criança&lt;br /&gt;sonhava como hoje&lt;br /&gt;um sonho real&lt;br /&gt;em minhas brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cantava às multidões&lt;br /&gt;imaginadas a música&lt;br /&gt;que só eu sabia.&lt;br /&gt;Vivia o personagem&lt;br /&gt;sem engrenagens&lt;br /&gt;ou carpintaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via fantasmas&lt;br /&gt;Seres da mata.&lt;br /&gt;No fim do arco-íris&lt;br /&gt;buscava o pote&lt;br /&gt;de ouro e prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travava guerras com arbustos&lt;br /&gt;Abria heroicamente gaiolas&lt;br /&gt;E das arapucas&lt;br /&gt;soltava as piaçocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo o mesmo&lt;br /&gt;e assim serei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, hoje, os arbustos&lt;br /&gt;são frondosas árvores&lt;br /&gt;e meus fantasmas&lt;br /&gt;não assustam como outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passarinhos fugiram do brejo&lt;br /&gt;e o coachar do sapo prenuncia o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será se mim&lt;br /&gt;neste vasto mundo?&lt;br /&gt;Se não me chamo Raimundo&lt;br /&gt;ou Segismundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposto a tudo&lt;br /&gt;neste grande teatro,&lt;br /&gt;encerro o ato.&lt;br /&gt;E no camarim pergunto a mim:&lt;br /&gt;Esta vida é sonho?&lt;br /&gt;Tudo vale à pena?&lt;br /&gt;Somos feitos da mesma matéria dos sonhos?&lt;br /&gt;Tragédia ou Comédia?&lt;br /&gt;Reescrevo o verso&lt;br /&gt;Reinvento o fim.&lt;br /&gt;Mudo completamente o enredo&lt;br /&gt;e digo sem medo:&lt;br /&gt;SOU DEUS!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18/01/2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-8451468490921363364?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/8451468490921363364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=8451468490921363364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/8451468490921363364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/8451468490921363364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2010/02/quixotesco.html' title='Quixotesco'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-7889548591800264200</id><published>2009-09-18T07:50:00.000-07:00</published><updated>2009-09-18T08:01:42.685-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SrOfPtAG_PI/AAAAAAAAAIg/toi2mv6BK_8/s1600-h/zaina+e+william.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382821071764782322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SrOfPtAG_PI/AAAAAAAAAIg/toi2mv6BK_8/s400/zaina+e+william.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Com Zaina (Moçambique. Grupo de Teatro do Oprimido de Maputo) na Conferência Internacional do Teatro do Oprimido - Rio de Janeiro 20 a 26 de julho de 2009&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-7889548591800264200?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/7889548591800264200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=7889548591800264200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/7889548591800264200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/7889548591800264200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2009/09/com-zaina-mocambique.html' title=''/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SrOfPtAG_PI/AAAAAAAAAIg/toi2mv6BK_8/s72-c/zaina+e+william.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-8765492935021082710</id><published>2009-09-13T12:38:00.001-07:00</published><updated>2009-09-13T12:38:36.502-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/Sq1KNPG8pMI/AAAAAAAAAIY/-tuWcYZjAi4/s1600-h/Sol_e_Lua_II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381038721032037570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/Sq1KNPG8pMI/AAAAAAAAAIY/-tuWcYZjAi4/s400/Sol_e_Lua_II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-8765492935021082710?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/8765492935021082710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=8765492935021082710' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/8765492935021082710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/8765492935021082710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2009/09/blog-post.html' title=''/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/Sq1KNPG8pMI/AAAAAAAAAIY/-tuWcYZjAi4/s72-c/Sol_e_Lua_II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-2372701118125662366</id><published>2009-08-22T20:40:00.001-07:00</published><updated>2009-08-22T20:40:36.492-07:00</updated><title type='text'>Poeta</title><content type='html'>Às vezes fico remoendo&lt;br /&gt;O poeta em mim&lt;br /&gt;E encontro&lt;br /&gt;Uma voz&lt;br /&gt;Que responde&lt;br /&gt;Em letras e números:&lt;br /&gt;Os vejo como gestos!&lt;br /&gt;Naquilo que sempre busquei&lt;br /&gt;Não há silêncio que caiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20/08/2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-2372701118125662366?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/2372701118125662366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=2372701118125662366' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/2372701118125662366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/2372701118125662366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2009/08/poeta.html' title='Poeta'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-5162388638049593249</id><published>2009-06-06T12:56:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T12:45:40.604-07:00</updated><title type='text'>Peça de lycra azul e rosa "Terra Sem Mal". Texto e direção: Waldo Motta. Fotos: Ricardo Aguiar e Caroline Garcia Altoé.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SjQMoYDh_iI/AAAAAAAAAIQ/mChF7v0D9DM/s1600-h/arvore.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SjQMnxJ5otI/AAAAAAAAAIA/iAAuIcRjU_M/s1600-h/Sol+e+Lua+II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346912534944916178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SjQMnxJ5otI/AAAAAAAAAIA/iAAuIcRjU_M/s400/Sol+e+Lua+II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;TERRA SEM MAL&lt;/strong&gt; – &lt;strong&gt;um mistério bufante &amp;amp; deleitoso &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;A partir da mitologia dos índios brasileiros, e outras referências, oscilando entre o épico e o místico, o sério e o cômico, a peça Terra sem mal é um exemplo de teatro alegórico. Evocando os autos sacramentais, as propostas éticas e estéticas de Brecht e Artaud, entre outros, a peça satiriza, em clima de festa, rave, carnaval e ópera, a busca infrutífera do paraíso, em todos os tempos e lugares, e sugere onde se pode encontrar o objeto de tão apaixonado desejo: a zona proibida do corpo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Produtor, autor, diretor etc.: Waldo Motta&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Elenco: William Berger, Waldo Motta, Cristina Garcia, Allan Moscon&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sonoplastia e Iluminação: Éder Garcia e Fran de Oliveira (Casa Melancia)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Informações: Waldo (8841.7348 / 3056.0024)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A peça mostra, na primeira parte, vários personagens, em tempos e lugares diferentes, em busca da "Terra sem mal", do paraíso, da utopia. Na segunda parte, enfim, manifesta-se um Tupã gay e debochado que revela ao pajé que o invoca o que é e onde se encontra o lugar tão desejado. Na terceira parte, entre outras coisas, ocorre o confronto entre um tipo de buscador, o Sinhozinho (bofe, caraíba, imperialista etc) e a Bicha papona, a monstra guardiã do lugar sagrado, a Terra sem mal, que poderia ser o Espírito Santo, já que um grupo de índios guarani, conduzido por uma índia, Tatanty, veio parar aqui, no final dos anos 1960, acreditando estar no solo espiritossantense o tão suspirado paraíso indígena. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/Sirg1BQkEgI/AAAAAAAAAGA/Md-zw_IGvCU/s1600-h/Imagem_359.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344331109304111618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 417px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/Sirg1BQkEgI/AAAAAAAAAGA/Md-zw_IGvCU/s400/Imagem_359.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-5162388638049593249?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/5162388638049593249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=5162388638049593249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/5162388638049593249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/5162388638049593249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title='Peça de lycra azul e rosa &quot;Terra Sem Mal&quot;. Texto e direção: Waldo Motta. Fotos: Ricardo Aguiar e Caroline Garcia Altoé.'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SjQMnxJ5otI/AAAAAAAAAIA/iAAuIcRjU_M/s72-c/Sol+e+Lua+II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-4434348074664329384</id><published>2009-05-12T06:52:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T07:48:41.449-07:00</updated><title type='text'>TERRA SEM MAL - um mistério bufante e delitoso</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SgmMPlO7y8I/AAAAAAAAAFY/_Uznzx_Opw0/s1600-h/imagem+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334949432917740482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 357px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SgmMPlO7y8I/AAAAAAAAAFY/_Uznzx_Opw0/s400/imagem+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SgmLi6IzJdI/AAAAAAAAAFQ/i2G0HYylrM8/s1600-h/imagem+1.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/Sgl_WPVi5ZI/AAAAAAAAAFI/GQ2A20WjNCw/s1600-h/TERRA+SEM+MAL+-+estreia[1].JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-4434348074664329384?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/4434348074664329384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=4434348074664329384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/4434348074664329384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/4434348074664329384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2009/05/terra-sem-mal-um-misterio-bufante-e.html' title='TERRA SEM MAL - um mistério bufante e delitoso'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SgmMPlO7y8I/AAAAAAAAAFY/_Uznzx_Opw0/s72-c/imagem+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-2901124815511123046</id><published>2009-04-17T06:17:00.000-07:00</published><updated>2009-04-17T09:03:22.879-07:00</updated><title type='text'>Teatro Alegórico: o simbolismo de minha mãe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na proposta do Teatro Alegórico do poeta Waldo Motta, o primeiro passo para desvendarmos a trama de nossas existências no grande teatro do mundo, é desvelar o simbolismo do Si-mesmo. Descobrir os símbolos e significados contidos no nome das coisas. Isso tudo visa à construção de uma identidade alegórica que leva em conta uma experiência ao mesmo tempo altamente individual e universal: a viagem do auto-conhecimento. Qual a grande aventura de Édipo, Hércules e Gilgamesh, senão conhecer o si-mesmo, o que dentro está, nas entranhas de nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos primeiros passos é descobrir o significado do nosso próprio nome e desvendar toda uma cadeia analógica de símbolos que envolvem a numerologia, a etimilogia, a mitologia, a religião, a interpretação dos sonhos, et caterva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, sou William Berger. Nascido em Itarana (do guarani "Pedra da Onça"), passei minha infância numa fazenda chamada Triunfo, na cidade de Itaguaçu ( "Pedra Grande"). De lá fui para um colégio interno da Igreja Luterana em Afonso Cláudio, onde fiquei 3 anos, me formei diácono. Depois disso vim para a Grande Vitória, mais especificamente Viana. Estudei Serviço Social na UFES e teatro na FAFI. Sou multiplicador de Teatro do Oprimido formado pelo Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro e educador social, dou aulas de Teatro e Recreação no Bairro da Penha e Andorinhas em Vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri em 2004 que meu nome William, do alemão Wilhelm (em português Guilherme) significa "protetor de sua vontades, defensor de seu querer" (teimoso, insistente, perseverante) e que meu sobrenome “Berger”, também de raiz alemã (Bergman, Bergham) significa “homem da montanha, aquele que habita os montes” (provavelmente algum pastor de ovelhas da mesma natureza que me levou a desempenhar o papel de pastor de ovelhas durante 4 a 5 anos de minha infância no Auto de Natal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, comunidade de Triunfo). &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Isso explica também meu fascínio por Fernando Pessoa (O pastor amoroso). Tenho só aí um prato cheio para analisar, mas não pára por aqui, pois nasci no dia 18/08/1983. A soma dos meus dois primeiros denominadores dá 9 (1+8). Isso na escala numerológica quer dizer que sou o número mais elevado (que habita o cume, o alto da montanha dos números), que ultrapassou certas barreiras e dificuldades no plano espiritual e estou mais próximo da deidade que qualquer outro número. O número 9 é o próprio símbolo de Deus em sua totalidade, entre muitas outras coisas. Nasci no mês de agosto (8) e pesa sobre mim um carma que envolve a organização, a precisão, a exatidão nos compromissos públicos para o sucesso material, financeiro, profissional, próprios do número 8. Este número está associado à homossexualidade, à viadagem e à descoberta de certos mistérios ligados ao homoerotismo e à religião.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A soma das letras do meu nome (o número do meu destino) dá 11. Esse novamente confirma minha natureza búdica, pois 11 é o número dos iluminados. Há aí entretanto uma forte pressão para que meu comportamento não deixe 1 e 1 (de 11) se juntarem e formar 2, a dualidade, a duplicidade, a sombra, o duplo, a confusão barroca, ou seja o contrário do estado de iluminação de um buda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou o defensor do meu querer, que habita os montes (que tem ideais elevados, búdicos, crísticos, artísticos e reliogiosos), do número 9.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certa vez sonhei com o dia em que vim à terra: depois de fazer amor com Deus, um ser que continha os dois sexos, escolhi alcançar a luz nesta vida. Quando estava encarnando, Deus falou comigo “Procure um tal de Waldo Motta, poeta”. Loucura ou não, eu o encontrei. E foi ele quem me ajudou a descobrir esses e muitos outros detalhes da minha identidade alegórica, com algumas leitutas de Jung, esoterismo e tudo o que já citei. Waldo está muito além da psicanálise profunda, mas esse é um outro assunto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Waldo me apontou também que meu nome tem duas letras " I "( que é o número 9) e duas letras "L" (que angaria muito sucesso em meus empreendimentos). E outros detalhes que ainda não posso trazer a público.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois desse mergulho enveredei por descobrir o simbolismo de minha mãe, já que esse sempre foi o grande arquétipo que incomodou os maiores heróis, mestres, pensadores e artistas (Édipo, Freud, Jung, Hércules, Jesus Cristo, Kazuo Ohno, Fernando Arrabal). E este é o principal foco deste texto antiacadêmico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois então, minha mãe se chama Diana Berger. E vou fazer uma breve sondagem do simbolismo de seu nome, apenas na etimilogia e sua relação analógica com a mitologia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diana é a &lt;em&gt;"virgem pudica que mora nas montanhas".&lt;/em&gt; Deusa grega, também chamada de Ártemis na antiguidade clássica. Diana, a deusa, nasceu no sexto dia à ilha de Ortígia; ao sétimo, seu irmão Apolo, deus sol, guerreiro. Diana simbolisa a lua, o princípio feminino, juntamente com a água.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois desses dois divinos nascimentos e de outros irmãos, a ilha flutuante de Ortígia, mudou de nome e passou a se chamar Delos "a brilhante".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diana (Ártemis) foi até Zeus e suplicou-lhe não jóias, nem adornos, nem atrativos, mas curta túnica que pudesse cobrir seu corpo esbelto, sapatos de caçadora, aljava, flexas e arco. E mais: quis a virgindade eterna, abundância de nomes e um grandioso séquito de Oceânidas e Ninfas. Por fim disse: "Entrega-me as montanhas . . . e ali habitarei".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sincronicidade:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha mãe (Diana Berger) nasceu na cidade de Nova Venécia (a Nova Veneza) do norte do ES, numa localidade chamada Córrego do Pavão. E passou sua infância na cidade de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Montanha.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fora batizada com o nome Sebastiana, em homenagem a São Sebastião, por insistência de seu pai. Sempre era chamada de Tiana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao entrar na sua juventude, mudou seu nome para Diana (note-se: recebeu um novo nome, como Jacó - "ladrão de Deus" - que, após a batalha com o anjo, passa a se chamar Israel -"vencedor com Deus").&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Casou-se com meu pai (Erson Berger) e passou a se chamar Diana Berger (a virgem das montanhas, que habita os montes. O novo sobrenome lhe confima o significado do nome (Berger sinifica "o que habita as motanhas").&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diana (a deusa) é também chamada de Apollousa (irmã de Apolo), protetora da juventude, da caça, bosques, montanhas, de todas as formas de vida, inlusive a humana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu animal predileto é o cervo, a corsa, o veado, belo animal selvagem que foge à domesticação. E eu sou seu filho predileto e mais indomável. Em sua infância mamãe diz que tinha visões: sobre as árvores, imagens de nossa senhora (a virgem), e que seu maior desejo era ser freira (virgem pudica?).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À deusa se ofereciam as roupas do parto, tanto das mulheres mortas, como de um feliz nascimento. Minha mãe quase morreu em meu parto, teve pré-eclampse e ficou sequelada por alguns anos. Logo que nasci, ficou totalmente louca. Diana é a deusa lunar e minha mãe ficou lunática nessa época. Minha mãe é literalmente uma mulher de fases, como a lua, comparada várias vezes por pessoas de fora do círculo familiar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu irmão foi aterrorizado na infância por minha avó paterna que o acusava de ter nascido pré-maturo, "sem orelhas". Pura enganação: minha avó (hoje morta) não gostava de minha mãe por ser filha de negros e ciganos e meu irmão é o mais negro de todos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ártemis é associada também a Hécate, deusa lunar e feiticeira grega, invocada no campo da magia. Na Bíblia e nos mistérios wicanos, encontramos que o melhor tempo de louvar a Deus é na lua nova. Nas figuras da deusa, vemos sobre a sua cabeça o símbolo da lua nova. Ela é a própria lua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deusa da Alegria e dos cantos da primavera, guia nossos caminhos difíceis e perigosos: quem quiser conferir vá lá em casa, a minha louca lúcida canta todas as manhãs e ao anoitecer e seu canto organiza o universo. Daí eu ser assim: filho da deusa, puro teatro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-2901124815511123046?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/2901124815511123046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=2901124815511123046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/2901124815511123046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/2901124815511123046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2009/04/teatro-alegorico-o-simbolismo-de-minha.html' title='Teatro Alegórico: o simbolismo de minha mãe'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-5934413478523843066</id><published>2008-11-29T16:00:00.000-08:00</published><updated>2009-09-14T07:25:02.726-07:00</updated><title type='text'>TEMPO</title><content type='html'>Crianças correndo na chuva&lt;br /&gt;O rio da vida corre impiedoso&lt;br /&gt;E as lágrimas escorrem&lt;br /&gt;como a areia do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes sonho o passado&lt;br /&gt;Acordo em lágrimas&lt;br /&gt;Às vezes durmo presente&lt;br /&gt;Acordo futuro&lt;br /&gt;Danço na linha do tempo&lt;br /&gt;Invento formas&lt;br /&gt;Defino conteúdos&lt;br /&gt;De vidas presentes,&lt;br /&gt;passadas e futuras . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgo entranhas em troca de um pouco de ópio e verdade&lt;br /&gt;Rasgo o véu translúcido do tempo que escorre&lt;br /&gt;Rasgo a própria veste da vergonha na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaria ainda a velha ordem de Roma&lt;br /&gt;Do rei e suas vestes perecíveis&lt;br /&gt;Dos ratos e suas afiadas presas . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resistisse essa rara vergonha&lt;br /&gt;Corroído estaria o meu coração&lt;br /&gt;Não restasse essa alma que sonha&lt;br /&gt;Restaria apenas um corpo no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que passa&lt;br /&gt;Como enxurrada de verão&lt;br /&gt;Não volta com o tempo&lt;br /&gt;Não se repete da mesma forma&lt;br /&gt;Não se clona ou reproduz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de nós,&lt;br /&gt;haverão muitos&lt;br /&gt;[aventureiros do tempo]&lt;br /&gt;Evocando os mesmos gestos&lt;br /&gt;que outrora fizemos,&lt;br /&gt;entoando as mesmas notas&lt;br /&gt;da política e das verdades inventadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há porém um tempo&lt;br /&gt;Além do próprio Tempo&lt;br /&gt;Em que Zeus escapa&lt;br /&gt;Da boca terrível de seu pai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde o que foi não veio,&lt;br /&gt;não virá e não vai.&lt;br /&gt;É o tempo do centro da roda&lt;br /&gt;Do eterno indizível&lt;br /&gt;Do véu do santíssimo&lt;br /&gt;Do chifre de Moisés&lt;br /&gt;Das tábuas da lei&lt;br /&gt;Da voz de Elohim&lt;br /&gt;E El Shadai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-5934413478523843066?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/5934413478523843066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=5934413478523843066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/5934413478523843066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/5934413478523843066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2008/11/tempo.html' title='TEMPO'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-5549145691507755851</id><published>2008-11-21T20:01:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T12:54:46.837-08:00</updated><title type='text'>Poema para Hoje</title><content type='html'>Hoje é quinta-feirade uma época tenebrosa&lt;br /&gt;Há um tempo buscamos o sentido perdido das coisas&lt;br /&gt;o encontro de cada desencontro . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na esquina dou bom dia a mim mesmo&lt;br /&gt;E quem me vende o pão é minha própria imagem.&lt;br /&gt;Sou reflexo e imagem daquilo que fui e serei&lt;br /&gt;Sou o inverso daquilo que enxergo&lt;br /&gt;um passo além do calcanhar&lt;br /&gt;e a surpresa&lt;br /&gt;dentro da caixa empoeirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua do sábio é a loucura do néscio&lt;br /&gt;A agressão é a língua do idiota&lt;br /&gt;A poesia é a ambrosia dos deuses&lt;br /&gt;hidromel dos heróis&lt;br /&gt;salvação dos famintos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só por ela entraremos na cidade santa&lt;br /&gt;Xangrilá perdida&lt;br /&gt;Só com ela derrotaremos nossos dragões&lt;br /&gt;ganharemos corações&lt;br /&gt;nessa carapaça de lata&lt;br /&gt;e voltaremos a amar aquilo que sempre fomos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-5549145691507755851?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/5549145691507755851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=5549145691507755851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/5549145691507755851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/5549145691507755851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2008/11/ad-ver-tnsia.html' title='Poema para Hoje'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-4622872780762623394</id><published>2008-09-16T21:01:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T21:06:01.791-07:00</updated><title type='text'>"Um Rubi no Umbigo". Texto: Ferreira Gullar. Direção: Telma Smith. Personagem : Vitor.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCBNyV4x2I/AAAAAAAAACY/O0f1_TOA-q4/s1600-h/rubi+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246835639738484578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCBNyV4x2I/AAAAAAAAACY/O0f1_TOA-q4/s400/rubi+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCBN0vdyLI/AAAAAAAAACg/DU_2Thpdg2Y/s1600-h/rubi2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246835640382638258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCBN0vdyLI/AAAAAAAAACg/DU_2Thpdg2Y/s400/rubi2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCBOGhDJYI/AAAAAAAAACo/bgnyhxEIPxk/s1600-h/rubi3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246835645154010498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCBOGhDJYI/AAAAAAAAACo/bgnyhxEIPxk/s400/rubi3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-4622872780762623394?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/4622872780762623394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=4622872780762623394' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/4622872780762623394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/4622872780762623394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2008/09/um-rubi-no-umbigo-texto-ferreira-gullar.html' title='&quot;Um Rubi no Umbigo&quot;. Texto: Ferreira Gullar. Direção: Telma Smith. Personagem : Vitor.'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCBNyV4x2I/AAAAAAAAACY/O0f1_TOA-q4/s72-c/rubi+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-7766526951526133119</id><published>2008-09-16T20:18:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T21:08:13.072-07:00</updated><title type='text'>Leitura Dramática "Eles Não Usam Black-Tie" (2007). Direção: Antônio Marx. Auxiliar de Direção: William Berger. Personagem: Otávio.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4bjTBXYI/AAAAAAAAABY/6j9hT4l1rJg/s1600-h/Black-tie0084.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246825980613451138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4bjTBXYI/AAAAAAAAABY/6j9hT4l1rJg/s400/Black-tie0084.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4by9x3qI/AAAAAAAAABg/gqYf5zLhmA4/s1600-h/Black-tie0007.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246825984819322530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4by9x3qI/AAAAAAAAABg/gqYf5zLhmA4/s400/Black-tie0007.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4cPIlIDI/AAAAAAAAABo/BM1h-6qkIeg/s1600-h/Black-tie0030.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246825992380817458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4cPIlIDI/AAAAAAAAABo/BM1h-6qkIeg/s400/Black-tie0030.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4ciVVgsI/AAAAAAAAABw/WYkqS1CKhic/s1600-h/Black-tie0078.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246825997534593730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4ciVVgsI/AAAAAAAAABw/WYkqS1CKhic/s400/Black-tie0078.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4c7YfzPI/AAAAAAAAAB4/r4r3fFEMRdI/s1600-h/Black-tie0067.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246826004258737394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4c7YfzPI/AAAAAAAAAB4/r4r3fFEMRdI/s400/Black-tie0067.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Fotografia: Ligia Protti&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-7766526951526133119?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/7766526951526133119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=7766526951526133119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/7766526951526133119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/7766526951526133119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2008/09/blog-post.html' title='Leitura Dramática &quot;Eles Não Usam Black-Tie&quot; (2007). Direção: Antônio Marx. Auxiliar de Direção: William Berger. Personagem: Otávio.'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNB4bjTBXYI/AAAAAAAAABY/6j9hT4l1rJg/s72-c/Black-tie0084.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-4938359134950597556</id><published>2008-09-12T04:54:00.001-07:00</published><updated>2008-09-12T10:12:11.231-07:00</updated><title type='text'>ÁRVORE PROIBIDA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;WILLIAM BERGER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁRVORE PROIBIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VITÓRIA&lt;br /&gt;2005, 2006, 2007 e 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PERSONAGENS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SER ESSENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOZ FEMININA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEÇA EM DOIS ATOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1° ATO: NA TERRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º ATO: NO INFERNO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Levanta-te, ó Senhor da Floresta, ao cimo da terra!”&lt;br /&gt;(Rig Veda III, 8,3.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto é a Unidade de 24 anos de vida, de inquitações escritas e reescritas para serem ditas através do teatro. Não me arvoro aqui como um escritor, mas um ator que busca uma visão unitiva da Arte, da Ciência e da Religião no templo cósmico do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Árvore da Vida, árvore milagrosa, madeira ereta, encruzilhada das três regiões cósmicas: Terra, Inferno e Céu. Suas raízes se prolongam até os Infernos (meus infernos) e os galhos tocam o Céu. Sim, alcancei o céu, subi a escada de Jacó, tornei-me imortal. Farejando fios de lã que um tal de Waldo Motta, poeta, deixou pelo caminho. A verdade é que ele é um grande mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez sonhei com o dia em que vim à terra: depois de fazer amor com Deus, um ser que continha os dois sexos, escolhi alcançar a luz nesta vida. Quando estava encarnando, Deus falou comigo “Procure um tal de Waldo Motta, poeta”. Loucura ou não, eu o encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizo esse pretexto para o teatro justamente no período em que estamos encenando a peça “Um Rubi no Umbigo” adaptação do texto de Ferreira Gullar. Na nossa encenação o personagem Vitor morre e embarca num trem poético. Para mim, o mesmo trem que sonhei quando tinha 5 anos de idade e que jamais esqueci. Esse sonho aconteceu na cidade de Montanha - ES, onde viveu minha mãe na sua infância. E de acordo com o simbolismo, a montanhas (ou os montes gêmeos) são o local de revelação do próprio Deus Vivo e do segredo da vida eterna (vide Moisés, Gilgamesh, entre outros exemplos de diversas mitologias). Tenho também algumas imagens da minha infância na cidade de Itaguaçu (que significa Pedra grande em tupi – guarani), e em Montanha, guardadas na minha memória. Sempre recorro a elas para o meu trabalho de ator e para escrever e reescrever alguns poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao unir tudo isso na minha identidade mais íntima, descobri que meu sobrenome “Berger”, do alemão Bergman, Bergham, significa também “homem da montanha, aquele que habita os montes” (provavelmente algum pastor de ovelhas da mesma natureza que me levou a desempenhar o papel de pastor de ovelhas durante 4 a 5 anos de minha infância no Auto de Natal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, comunidade de Triunfo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas desde cedo o que mais me marcou foram os sonhos. Grande parte deles muito significativos, o que mais me marcou foi esse quando tinha 5 anos de idade: Estava eu na casa de minha tia em Itaquari, Cariacica – ES, com minha mãe, minha tia e alguma prima minha. Olhávamos para o horizonte lá de cima do morro, quando de repente um trem de ouro atravessou o céu da direita para e esquerda. De nossos pés nascia uma escada que ia dar na porta do trem. Minha mãe saiu correndo escada acima. Parou no meio do caminho. Transformou-se na figura de Jesus, sorriu para mim, acenou e entrou no trem, que sumiu entre as nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estávamos no processo de construção do espetáculo “Um Rubi no Umbigo”, contei ao grupo sobre essas experiências, e de como as realidades estavam se integrando agora, justamente na entrada da fase adulta (meus 24 anos). Sonhos e fatos da infância, e de toda a minha vida, textos que escrevi a muitos anos unidos na construção de um personagem, desse texto para o teatro que venho escrevendo, e no cotidiano mesmo. Me sentia (e me sinto) integrado com tudo o que acontecia (e acontece) à minha volta. Mesmo as coisas ruins da vida me parecem necessárias agora, e até indispensáveis para a consciência de quem sou e a que vim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a partir dessa vivência de Unidade, que nasceu “Árvore Proibida”. Um texto que fala da minha trajetória aos meus infernos, da vida mesma, do Céu (que é a Unidade), de Deus, da minha sexualidade, do meu espanto, da calma, da inquietude, do drama e até do melodrama. De repente a vida faz sentido e essa aventura errante, até meio quixotesca, valha a pena ser dita. Humildemente, espero que o relato dessa experiência sirva como testemunho de um sistema de vida. E que uma nova arte, capaz de abolir as enganações da deusa Vênus, venha testificar o surgimento de um novo homem no século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Provérbios e cantares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu sonhei que via&lt;br /&gt;a Deus e que a Deus falava;&lt;br /&gt;e sonhei que Deus me ouvia&lt;br /&gt;Depois sonhei que sonhava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite sonhei que ouvia&lt;br /&gt;a Deus, gritando-me: Alerta!&lt;br /&gt;Logo era Deus quem dormia&lt;br /&gt;E eu gritava: Desperta!" *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Antônio Machado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________&lt;br /&gt;*IN: GRIMBERG, Luiz Paulo. Jung- o homem criativo. 2 ed.. São Paulo, FTD: 2003. 239p. p. 130. (Antônio Machado. Apud Borges, Jorge Luis. op. cit., p. 137).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;CENÁRIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro de uma arena, uma cadeira giratória coberta de barro. À sua volta, no chão, nove círculos conscêntricos feitos com terra em formato de mandala, com pequenas aberturas entre um círculo e outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Entram os três personagens : JOVEM, SENHOR e SER ESSENTE. 1° voz: SER ESSENTE; 2° voz: JOVEM; 3° voz: SENHOR . Se posicionam de costas um para o outro em torno da cadeira, no centro da arena.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Cânone em 3 vozes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diversidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹Eu sou um monte de pessoas antípodas&lt;br /&gt;²que se detestam e vivem a dizer&lt;br /&gt;³as piores coisas umas das outras"*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º voz: Eu sou O Que Sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º voz: Eu sou O Que É&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º voz: Eu sou Aquele Que É&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uníssono: EHEIE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 voz :&lt;br /&gt;" Tudo o que dois fizerem na terra, será feito no céu. Deus é dois que é um."&lt;br /&gt;“Esta é a gênese do céu e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou.&lt;br /&gt;Não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois ainda nenhuma erva do campo havia brotado; porque o SENHOR Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo. Mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 voz:&lt;br /&gt;“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente.&lt;br /&gt;E Plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 voz: Do solo fez o SENHOR Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para o alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 voz: E saía um rio do Éden para regar o jardim e dali se dividia, repartindo-se em quatro braços.&lt;br /&gt;O primeiro rio chamava-se Pisom; é o que rodeia a terra de Havilá, onde há ouro.&lt;br /&gt;O ouro dessa terra é bom; também se encontram lá o bdélio e a pedra ônix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1voz: O segundo rio chama-se Gion; é o que circunda a terra de Cuxe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JUNTOS (1 e 2 voz): O nome do terceiro rio é Tigre; é o que corre pelo oriente da Assíria. E o quarto é o Eufrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 voz: Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e guardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 voz: E o SENHOR Deus lhe deu essa ordem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRÊS VOZES JUNTAS: De toda árvore comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gênesis 2. 4 –17).&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;*In: MOTTA, Valdo. Eis o homem. Vitória. Editora Fundação Ceciliano Abel de Almeida:1987.142p.. p.22.&lt;br /&gt;** Waldo Motta, em reunião do Grupo Poiesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1° ATO: NA TERRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Som de ondas quebrando na praia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM (caminhando): Uma pedra! (apanha uma pedra do chão) Certa vez ouvi dizer que as pedras contém mistérios . . . (pausa. Olhando para a pedra) Sempre me perguntei: como será o rosto de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOZ FEMININA (ao Microfone):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando secas estão todas as fontes e as rosas se acabam&lt;br /&gt;Os homens engordam porcos como pequenos budas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(SENHOR entra em cena aproximando-se lentamente do JOVEM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os suicidas confundem-se na névoa dos lagos&lt;br /&gt;E as estrelas isoladas&lt;br /&gt;iluminam os céus.&lt;br /&gt;A aranha na sua própria teia&lt;br /&gt;atravessa o lago. Os vermes&lt;br /&gt;abandonam as suas casas habituais.&lt;br /&gt;As pequenas aves convergem . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR e JOVEM (juntos. Como que mergulhados em algo profundo): Convergem para um difícil nascimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (contemplativo) Que terrível, isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (voltando a si) Mas quem é o senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (nervosamente) Desculpe meu jovem, mas eu . . . eu não sei como dizer. Você . . . bom, me desculpe, mas eu preciso saber se você . . . bem, você não está entendendo nada, não é verdade? Desculpe-me incomodá-lo. Até mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Voz feminina ao microfone): O Senhor com aspecto nervoso parecia realmente estar confuso. As palavras lhe saíam da boca penosamente. Sai, enfim sem olhar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Que grande tacada a minha! Achar que realmente, alguém com senso de ridículo marcaria um encontro pelo orelhão para as quatro da tarde em uma praia isolada. A toca da imundice, passarela da miséria humana. (apontando para onde o SENHOR saiu) Deve ser um desses caçoadores, que gostam de dar coió em “viado” , mas no fundo nunca ouviram a própria voz . (pausa) Mas muito me admira um senhor distinto como esse, se é que ele é o tal João, com o qual marquei esse encontro, como ele se dignaria a . . . (SENHOR volta por trás do JOVEM) Eu não quero mais filosofar nem tecer fios poéticos. Eu quero é dormir, um sono tão profundo, como o interior de um buraco negro (longa pausa) e só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Perdoe-me por voltar, mas é evidente que você, jovem, poderia me ajudar . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Se você me disser do que se trata . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Bom, é que é muito difícil para mim, sabe? Eu . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Tudo bem! Eu já sei quem você é, mas, enfim, vamos João, porque eu estou a quatro meses sem foder e essas quatro horas que esperei por você já não podem mais virar poesia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Bem! Me desculpe, mas eu acho que há um engano. Meu nome não é João e eu estou procurando uma outra pessoa, que não lhe posso revelar o nome, mas que não é isto que você está pensando ou espera. Enfim, a verdade é que eu preciso saber se não viu por aqui uma . . . uma cadela! É! A minha Suzi fugiu e eu . . . eu estou . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: É uma cadela, um ser humano ou sei lá que diabos o senhor procura enfim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: É a minha Suzi, eu já disse, mas que ela é tão inteligente que até parece . . . desculpe! (pausa) Você parece chateado! Desculpe a intromissão, mas você havia falado algo sobre poesia. Você já leu Sylvia Plath! Eu sou escritor, você escreve também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não, senhor! Só solto gritos que nem sequer ficam parados no ar. Soam como merda no buraco de uma fossa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Você está mesmo nervoso! Já vi que você é do tipo pessimista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: E dá para ser otimista nesse país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Qual a sua idade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Quem é o senhor, ou você, que aparece do nada e vem logo com intimidades. Eu sei que este local é um ponto de pegação, mas . . . eu, eu não sou viado, vim aqui só pra comprar maconha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha idade . . .&lt;br /&gt;Bem menos que você! Mas muito mais que muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Você parece deprimido. E ainda tão novo . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Meu senhor, dê o fora o quanto antes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Eu não sei se posso te ajudar, mas você gostaria de ouvir um verso meu? É que eu escrevo e ouvi você dizer que não teceria mais fios poéticos. Você recitou um poema de Sylvia Plath. E eu adoro poetas suicidas. São tão . . . deprimidos. Você gostaria de ouvir um poema meu? Eu . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (cortando, indignado) Vem cá, você estava me espionando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (sério) Você quer ou não quer me ouvir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Já ouvi tanta porcaria nessa vida, que nada mais me assusta. Vai desembucha, mas eu não tenho muito tempo. Já passou da hora de eu ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Bom, ele é bem simples, mas é verdadeiro. É assim:&lt;br /&gt;Quantas vezes disse não!&lt;br /&gt;Neguei você por uma eternidade.&lt;br /&gt;Agora aos dezenove, boom!&lt;br /&gt;Você acorda e cada segundo é intensidade.&lt;br /&gt;Meu dia tem 24 horas.&lt;br /&gt;Cada segundo é intenso e bem vivido!&lt;br /&gt;Você me liga lá pelas 10.&lt;br /&gt;Mas se te ligo, é um perigo . . .&lt;br /&gt;É como a ilha e o mar&lt;br /&gt;Posso te tocar&lt;br /&gt;Até te beijar&lt;br /&gt;Mas não posso te ter.&lt;br /&gt;Você é tão pequeno e frágil&lt;br /&gt;Que eu, oceano imenso,&lt;br /&gt;Não caberia em você&lt;br /&gt;O mundo nos rejeita&lt;br /&gt;Quem sabe um dia explodamos&lt;br /&gt;E sifu pro mundo digamos:&lt;br /&gt;SOMOS GAYS E DAÍ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Já ouvi melhores . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR (desapontado): É claro! (pausa) Eu nunca o havia recitado para ninguém. Eu acho que nem para mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (ri desesperadamente e termina em choro. Pausa) Essa é a pior das platéias, meu senhor. (pausa) Sabe, eu estou cheio desses poemas de bichice. De fechação o mundo já está cheio meu caro. Será que os homossexuais vão ficar a eternidade toda falando do seu desejo. Se não tem o que dizer, fique calado. A palavra é coisa muito séria, é sagrada. O verbo se faz carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Nossa . . . me desculpe mesmo. (pausa) Você não gosta de sair à noite? Você é novo, tem o quê? 21 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: 22.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Você chega lá! Quem sabe estará igual a mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (desdenhado) Só se Deus dá pedras em lugar de pão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Bom, disto eu não posso reclamar .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Reclamar do que meu senhor? Você deve receber uma aposentadoria gorda, tem uma cachorra gorda chamada Suzi e tem tempo até pra fazer versinhos bregas. Ah! Me poupe. Do que mais você precisa? Sombra?! Pois que se afogue na água sua fresca !!! (pausa). Pelo que vê não tenho nenhuma cadela nos braços, muito menos uma que se chame Suzi! Vá embora por favor! E me deixe destilar um pouco do meu veneno antes que eu o engula e tenha de feder no nariz de velhos desocupados ou ser alimento de cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Eu não posso te deixar, seria irresponsabilidade demais da minha parte ver alguém definhar assim e não fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Pois bem, faça algo útil: cale essa boca imunda e aguarde o momento exato do bote!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Bote?! Você não está bem mesmo. Você tem mãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: E que ovo não tem uma casca nesse mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Boa essa! Muito legal a metáfora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Você só sabe fazer isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Isto o quê? ( silêncio)&lt;br /&gt;Ah! Desculpe meu jovem amigo. Vou deixá-lo agora. Esta sua impaciência, e seu coração só podem me causar simpatia! (pausa) Já o compreendo meu caro amigo. Mas devo insistir, você não viu a Suzi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: É uma poodle de pêlos brancos, pernas e pescoços tosquiados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR (freneticamente): Sim!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não vi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Mas como sabe então que a Suzi é uma poodle de pêlos brancos e de pernas e pescoço tosquiados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Eu sei lá! Vi e não vi. Acho que a carrocinha levou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Meu Deus! Que horror! A minha Suzi vai virar sabão como os judeus na Segunda Guerra!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Acalme-se! Não é para tanto. Um cachorro a mais ou uma a menos no mundo só faz diferença para as pulgas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Você zomba de mim! Pelas cinco chagas de Cristo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Esse mesmo! É outro que fugiu em me deixou aqui com uma coleira na mão escrita Fiel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Você tripudia de sentimentos da mesma forma que profere heresias. Você é um porco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Os porcos são mais felizes, meu caro, pelo menos sabem que vão comer. Vivem a vida intensamente até que a faca os separe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Ó meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: O que foi desta vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Estou pensando na Suzi. Ela deve estar encurralada entre viralatas, já deve estar cheia de pulgas, carrapatos, ou até prenha! Ou morta! Não, não, não! Não quero nem pensar nisso. Seria o fim. A vida não faria mais sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: A que ponto chegamos meu Deus? (pega cigarros e fósforos) Quer um cigarro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Não, eu não fumo. A Suzi tinha alergia a fumaça. Você se aproveita do meu tormento! Não vê que meu espírito está perturbado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não me interessa, isso é grotesco e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (silêncio) E o que você faz aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Já lhe disse. Eu havia marcado um encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Que falta de moralidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Falta de moralidade?! O seu vômito sobre o papel a que chama de poema é falta de moralidade. E além do mais isto aqui é alguma igreja? Ora me respeite sua bicha velha. Cacura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Me respeite, eu sou homossexual e sou casado faz 13 anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Por um acaso o Lula aprovou a lei que permite casamento entre homossexuais? Ora, me respeite o senhor! Os eleitores dele são hetero católicos. Ele não poria a corda no próprio pescoço, não pelos veados, pois os galhos deles incomodam muita gente. Não seja ingênuo meu caro. Será que 60 anos não lhe bastaram para aterrissar neste mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (silêncio. Com profunda tristeza) O jovem é um ótimo orador, mas um péssimo mentiroso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Olha eu não . . . não queria ofendê-lo tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Não, não há ofensas, eu não sou casado. Suzi era uma forma de me sentir menos vazio. Eu bem sei que o mundo dela é outro. Tudo é osso e instinto. Você não precisa se desculpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Mas . . . eu posso ajudá-lo a procurá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: As ilusões que crio são armadilhas de mim, são formas de fugir da mesmice, bravejar e sussurrar aos deuses que eu estou farto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Você não tem coerência e lógica no seu discurso! Você não é poeta., é um enganador. Vai ver que faz turnê pelo interior do estado enganando analfabetos para conseguir patrocínio. Conheço muitos assim aqui nessa província. Com certeza, você deve ser um grande escritor lá na vila de Sucupira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Desculpe, você está cometendo um erro cruel meu jovem . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ouvem-se latidos de uma cadela)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR (muito excitado): Ah não! Não, não, não é ela. Eu conheço o timbre do latido dela, tem algo de . . . ó meu Deus ela deve estar com fome. Deve ser por isso que seu latido está diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Cale a boca! Vamos ver onde ela está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(SENHOR fica parado) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: ( pausa) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: O que foi? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: É que . . . (pausa) eu não sei se realmente . . . não, não é nada, vamos! (andam alguns passos) A verdade é que eu não sei se realmente quero encontrá-la. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Como assim? Ela não é o sentido da sua existência, sua companhia por treze anos? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Sim, mas, eu já estou cansado. Todos esses anos, os latidos, as noites de sono mal-dormidas. A falta de sexo, o tédio, o ócio. Eu não tenho vícios, eu não tenho amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Ora, eu posso lhe fazer companhia por hoje . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Não jovem. Você é intelectual demais para um velho bobo como eu. Eu só preciso de sarro e alguma coceira pra matar. Você não, deve alçar vôo, percorrer os sete vales, os sete mares. Se espelhar no abismo agora só o faria ainda mais pessimista. E o mundo já está cheio desses. Isso só lhe causaria vertigem e por último a aniquilação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (pausa) Eu também não sei se sou tão pessimista assim. A verdade é que nem sei porque falo as coisas dessa forma. Às vezes sinto um vazio aqui também . . . e procuro preencher com livros, ironias, sexo. Eu só durmo 4 horas por noite. É o único tempo em que não tenho livros nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (tentando abraçá-lo) Mas o conhecimento não deveria te prender, antes torná-lo livre. Você me parece até incoerente às vezes, sabia? Diz coisas tão lindas e é tão pessimista . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (afastando-se) Você já ouviu que “nem só de pão vive o homem”? E que “muito estudar é canceira e enfado”. Pois bem, a Bíblia está cheia de contradições porque os homens dão aí o sentido que mais lhe convir. As traduções que lemos são expressão dos homens, se fossem dos deuses, do sagrado, estariam escondidas, como os apócrifos ou como os hipócritas. O senhor compreende que somos enganados? Um bando de publicanos que publicam a própria desgraça sem compreender uma só vírgula do que dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Eu estudei um pouco de Bíblia na catequese . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Você engoliu doutrina! Estudar é como enfiar as mãos nas vísceras e arrancar a própria alma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Eu confesso que preciso despedir-me! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Fim de partida! Já se vai? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Escute, eu vou lhe dar um conselho: não deixe de fazer o que você tem vontade. Se quiser ser um porra louca, que seja! Mas não brinque com o sentimento dos outros. As pessoas ainda necessitam justificar sua existência com coisas idiotas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Tudo bem! Mas quem é aquela lá? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Onde? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Ali à esquerda do poste! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: É a Suzi! Santo Deus!!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Diabo! Não é que ela existe mesmo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Por quê? Você duvidou? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Eu ainda tinha esperanças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: De quê? Que ela tivesse morrido?! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não . . . que você fosse o João. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Sinto muito amigo, eu não . . . a verdade é . . . eu gostaria , mas a doença já me corrói (pausa) você não precisava saber disso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Disso o quê? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (pausa e lágrimas) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Você já teve família? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (pausa longa) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Desculpe, vejo que estou lhe incomodando. Eu vou partir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Partir para onde? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Tomar um önibus qualquer, sem saber onde vai dar e, quando souber, tomar outro até chegar a hora de ir trabalhar. Muitos despejados fazem isto mundo a fora você sabia?&lt;br /&gt;SENHOR: Você não tem casa? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Tenho! Só que é muito longe do Centro. Tenho de tomar 3 ônibus lotados que mais parecem um carro de bois e passar 5 horas de pé, cheirando cecê, perfume de 1,99 e olhando rapazes de . . . Como já dizia o Milson: Deus me deu a laranja, mas não a faca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Se quiser tenho uma lá em casa! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Uma o quê? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (insinuando sensualidade) Uma faca ora! Podemos nos matar, e depois brindamos nosso sangues no inferno em taças de blood-mary . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Nem uma espada poderia me cortar no meio, quanto mais uma faquinha de chinês como a sua (faz gesto que sugere um pênis pequeno). E além do mais, a Suzi sumiu, olha lá! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: E daí? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Como e daí? Ah! Não vamos recomeçar aquela ladainha . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: ( Senta-se na cadeira. Olhando fixamente para o horizonte. JOVEM, por trás, gira a cadeira, crescendo em gradual velocidade até parar abruptamente) Eu vinha como que montado num machado sagrado, que, de cabeça para baixo, subia por entre a estreiteza de um rio gelado. E se encontravam objetos sagrados por entre o leito desse rio. Um deles era uma ponte sagrada de ouro que se partia em dois pedaços e afundava quando alguém a tocava. Só que eu consegui pegá-la, os dois pedaços e guardá-los num quintal, o da Iracema, na casa antiga. Existiam nesse quintal quadros e antigüidades. Um deles era de Monet, só que não se podia tocá-los. Quando eu mexi em uma casca velha de noz, um enxame de abelhas se levantou contra mim e veio na minha direção. Só que ele estava do lado de lá da cerca, e eu do lado de fora, próximo ao pasto. (JOVEM pára de girar a cadeira) Eu acordei sem elas terem me picado. (pausa) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Você tem penico em sua casa? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Por que isso agora? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Curiosidade! Sempre achei que todo velho tem um penico, o meu avô tinha um. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Tenho! Mas não uso. (levanta-se da cadeira) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Pois deveria usar! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Por quê? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Ora, penico é um objeto sagrado! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Talvez você possa até ter razão, mas o sagrado é muito nojento! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Olha uma coruja! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Que linda!&lt;br /&gt;(os dois, de rosto próximo quase se beijam, quando os latidos de Suzi interrompem-nos) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: É . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: E então? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Eu não me chamo João. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: E eu não me chamo Suzi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Podemos adotar pseudônimos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM (afastando-se): Eu gostei mais da idéia da faca. Não no sentido metafórico! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Você está louco? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (silêncio) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Pois eu topo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Está falando sério? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Está com medo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não! É que . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Pois bem, vamos até a minha casa, se não quiser virar alimentos de cães e ter suas tripas arrastadas pelas ruas! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não! Eu . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Eu sei! Afinal eu tenho 60 anos menino. Quando quero algo, eu tenho certeza, senão eu não me chamaria Guilherme! Protetor de suas vontades! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(longa pausa) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Mas eu também me chamo Guilherme! (pausa)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(os dois se abraçam. Saem de cena) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SER ESSENTE:&lt;br /&gt;(traz uma enxada na mão) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;larvas brancas&lt;br /&gt;alfinetes na ferida negra&lt;br /&gt;castas como uma faca&lt;br /&gt;metal de morte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Enquanto fala o poema, com a enxada, começa a juntar a terra que formava a mandala fazendo dois montes de terra ä frente da cadeira. Coloca a enxada de pé sobre a cadeira, sugerindo assim um falo. Ao terminar, pega do chão a pedra que estava com o JOVEM e sai de cena).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2° ATO: NO INFERNO &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Foco de luz azul na cadeira com falo. Uma luz branca limita o espaço circular da arena. SENHOR e JOVEM voltam um de cada lado do público, usando vestes brancas com manchas vermelhas que lembram sangue). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (olhando para o público) Você não me disse que tinha tanta gente no inferno. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Você não me disse que tinha tanta gente no inferno! Pois é, nem eu sabia! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Mas eles não parecem estar sofrendo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Mas eles não parecem estar sofrendo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Você lembra daquele filme "massacre no bairro japonês"? Lembra daquela cena em que o americano e aquele japonês vão parar no inferno? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (pausa) Lembro! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: E o japonês fala que há um tipo de inferno para cada tipo de pessoa. Havia até o de picar as pessoas em pedacinhos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Sim!!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Pois é, este aqui deve ser o de conviver uns com os outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Silêncio. Som dos anunciadores dos ventos. Chegam à frente do público, parados lado a lado) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Então você quer dizer que teremos de conviver um com o outro toda a eternidade? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (repetindo as palavras do JOVEM como um eco) Um com o outro toda a eternidade dade dade dade. . . Eu acho que sim! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: E onde estão as taças de blood-mary? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Não sei! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: E o nosso anfitrião-mor o senhor satã? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Eu acho que ele não existe! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Deve ter sido invenção do catecismo. A Primeira vez que a Bíblia fala dele é só em Jó, e depois em Mateus 4, e . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Será que o pessoal que leu a Bíblia foi para o céu? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não sei. Mas eu li. Se isso aqui é o céu ou se é o inferno, eu vou é procurar o meu quarto! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Será que têm quartos por aqui? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Vamos procurar! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Olha! O que é aquilo? ( apontando para a cadeira com o falo à frente) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Que bonito! Parece até um trono e uma . . . Bom, um de nós terá de ser o rei. (olha para o Senhor que está em pânico). E ter de fazer massagem nesse seu pé chulezento, nem morto, digo, nem vivo. Eu serei o rei! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (em pânico) Mas . . . o que é aquilo meu Deus?! Eu . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: É verdade, aquele piruzão deve machucar! Majestade . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(reverencia o Senhor apontado para a cadeira) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Eu não sei se tenho coragem. Certa vez tive um sonho, quando tinha quatro anos. Sonhei que estava no ventre da terra e havia um trono parecido com esse e um falo enorme, gigantesco e minha mãe dizia que aquele era o comedor de homens. E eu fugi a vida inteira desse pesadelo. Será que nem no inferno ele vai deixar de me perseguir!!! (chora) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Acalme-se! Os sonhos podem ser terríveis, mas ainda estamos vivos, ou mortos, sei lá! O importante é que estamos, mesmo que não saibamos o sentido. Pare de chorar seu idiota, nós ainda temos um ao outro! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(o Senhor levanta-se e enxuga as lágrimas) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Isso pode ser tanto o inferno como . . . ( falando consigo mesmo) mas o que serão aqueles dois montes? É estranho, me lembra uma . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: O céu? (pausa). Você quis dizer que estarmos juntos pode ser tanto o inferno como o céu? (pausa) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não! É um inferno mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Você me faria um cafézinho? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Será que tem cozinha por aqui? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Minha mãe fazia um café ótimo . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (olha todo o espaço. Desesperado) Não têm portas aqui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Aquele cheiro . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Ei! Dá pra voltar? Eu ainda estou procurando uma saída. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Do que é que você falava mesmo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Olha cara eu estou perdendo a minha paciência. Por favor . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Você disse "por favor"? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Quer dizer . . . ah! Vá para o inferno! Quero dizer . . . saia da minha frente! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(silêncio) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Há quanto tempo estamos aqui? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: De que importa? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Isso!!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Isso o quê? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Porta. Precisamos procurar a porta de saída! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não me diga? Quem foi que lhe deu essa brilhante idéia? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Olha, eu sei que nós não somos lá tão semelhantes, mas precisamos cooperar um com o outro, ou teremos de viver aqui trancados o resto da eternidade. Que tal procurarmos uma chave? E quem sabe depois achemos uma porta? Deve ter alguma chave por aqui. Temos de concordar que um reino de duas pessoas não é assim tão animado!&lt;br /&gt;(os dois riem até cair e ficarem deitados bem próximos e em silêncio, olhando para o público) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Você acha que alguma coisa mudou?&lt;br /&gt;SENHOR: Em mim? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Também . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Eu acho que sim! (pausa) O que é aquilo ali? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Onde? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Ali na frente brilhando! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM (exaltado) Meu Deus! É uma . . . Jesus, é . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Uma chave! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (gritando) Sim, uma chave!&lt;br /&gt;(ambos se levantam, correm até ela e o Senhor a pega) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: E então? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Tem algo escrito nela! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: O que é? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: A letra é muito pequena, não consigo enxergar! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Deixe-me ver? (toma a chave da mão do Senhor) Bom, aqui diz . . . isto é um hieróglifo! Você sabe ler egípcio? Você sabe !!! Você tem que saber !!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Não, eu não sei. Sei só o português. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Merda! Merda! Merda !!! Continuamos presos aqui!&lt;br /&gt;(silêncio) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Você reparou uma coisa? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Diga! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Além de nós, o que mais tem nessa sala? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: O trono. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: E onde poderia haver um buraco parecido com uma fechadura aqui? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;OS DOIS JUNTOS: Na ponta do FALO !!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Vamos tentar!&lt;br /&gt;(eles colocam a chave no buraco na ponta do cabo da enxada. Um som de trovão e estalos enchem a sala. Silêncio. Os dois no chão de bunda para a platéia) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: E aí, o que aconteceu? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Não sei! Se levanta você primeiro!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Eu não! Estou com medo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (levantando-se) Medo de quê? O medo é estatuto de quem diz estar vivo! Não aconteceu nada! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Como nada? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (gritando) Nada vezes nada, merda!!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Ei! Não precisa gritar! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Desculpe! É que eu perdi também a minha paciência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não, não tem problema. (olhando ao redor do trono) Espere! Há um buraco no pé do trono, ele se moveu no estrondo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Vamos empurrá-lo!&lt;br /&gt;(empurram a cadeira, debaixo há um buraco . Ambos param e olham consternados para o buraco. O jovem pega a chave novamente). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Agora eu entendo! Na chave . . . (perdendo fôlego) é um símbolo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Sim e daí? Você havia dito que era um hieróglifo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: É um hieróglifo, só que agora eu o entendendo . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Como? Por que não o havia entendido antes? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (gritando) Eu não sei!!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (gritando mais alto) Ora, já estamos no inferno mesmo, né? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Não! É que quando ouvi o estrondo eu senti tanto medo de te perder. Você é o que justifica minha existência aqui. Eu tenho medo de ficar só. Sem meus livros, sem alguém para ironizar, sem vida. E aliás, o que é este lugar afinal? Para que estamos aqui? Por que precisamos passar por isso? (chora) Eu que não quero mais ir para o céu se tiver de ficar só lá! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: (abraçando-o) Acalme-se! Levante-se! Por que desistir agora? Por que esse desespero? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: O símbolo diz que só uma pessoa poderá transpor o buraco e chegar ao céu.&lt;br /&gt;(longo silêncio) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Eu tenho uma idéia! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Qual? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: E se nos abraçássemos? Você poderia me carregar nas suas costas durante a longa jornada até o céu, e quando você se cansasse, eu o carregaria também! E então?&lt;br /&gt;(silêncio) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Combinado! Mas . . . antes eu gostaria de lhe pedir desculpas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: De quê? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: Ora! Da Suzi, das ofensas, de não tê-lo amado! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SENHOR: Para onde vamos tudo se mistura, amor, paz, ternura, dor, carne, sangue e suor, tudo é uma só coisa e nós nos tornamos um só! (pausa) Venha, subamos ao céu! (estende a mão) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JOVEM: (pausa. Aperta a mão do SENHOR) Desçamos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Os dois se olham firmemente, se abraçam fortemente. O JOVEM se abaixa, toma o SENHOR nas costas e o sai carregando por entre o público, leva-o até a cadeira novamente. Deixa o SENHOR imóvel, retira a enxada da cadeira, crava-a no meio dos montes de terra, joga o SENHOR sobre a cadeira, rasga suas roupas, deixando - o nu, rasga suas próprias vestes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz feminina (ao microfone, durante a sequência de ações): &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SEMELHANÇA&lt;br /&gt;Tua boca é uma estrela cadente que realiza meu desejo&lt;br /&gt;Teu olhar penetra em minha alma&lt;br /&gt;E me toma até às vísceras.&lt;br /&gt;Tuas mãos moldam o barro,&lt;br /&gt;E com o fogo de teu hálito,&lt;br /&gt;Anima tua criatura.&lt;br /&gt;Posto no jardim das delícias,&lt;br /&gt;Próximo à árvore proibida,&lt;br /&gt;Da minha costela o fio retiraste,&lt;br /&gt;E um novo homem fizeste:&lt;br /&gt;Adão e Adão&lt;br /&gt;Enkidu e Gilgamesh,&lt;br /&gt;Feitos do mesmo barro&lt;br /&gt;No mesmo fogo&lt;br /&gt;A mesmíssima cadeia.&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;(Para ser consultada no caso de pesquisa para a montagem do texto. Tais referências seguem a perspectiva da linguagem simbólica e de uma perspectiva neo - antropofágica, que estamos inventando. Serve pois como sugestão.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. ARTAUD, Antonin. O Teatro e seu Duplo. Tradução: Fiama Hasse Pais Brandão. Fenda Edições Ltda: Lisboa, 1996. 147 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Artaud: Vida e Obra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. CAPRA, Fritjof. O Tao da Física. Editora Cultrix: São Paulo, 1983. 274p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. JUNG, Carl. O Homem e Seus Símbolos. 22 ed. Rio de Janeiro. Editora Nova Fronteira: 2002.316p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. RIMBAUD, Arthur (Trad. e org.: Daniel Fresnot). Uma Estadia no Inferno, Poemas Escolhidos, a Carta do Vidente. São Paulo. Editora Martin Claret: 2002.124p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. ATTAR, Farid ud-Din. A Linguagem dos Pássaros. 2 ed.. São Paulo. Attar Editorial: 1991.274p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. BAHÁ'U'LLÁH. Os Sete Vales e outros escritos. São Paulo. Axis Mundi Editora: 1992. 102p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. POWELL, James N.. O Tao dos Símbolos- como transcender os limites do simbolismo. São Paulo. Editora Pensamento LTDA: 1982. 274p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. ELIADE, Mircea. Mito e Realidade. 5 ed.. São Paulo. Editora Perspectiva S.A.: 2000. 179p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. _____________. Imagens e Símbolos: ensaio sobre o simbolismo mágico – religioso. Martins Fontes: São Paulo, 1996.178 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. WEBER. Renée. Diálogos com Cientistas e Sábios: a busca da unidade. Tradução: Gilson Cesar Cardoso de Souza. Editora Cultrix: São Paulo, 1986. 302 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Lao – Tsé. (Trad. e notas: Humberto Rohden). Tao Te Ching: o livro que revela Deus. Martin Claret edit.: São Paulo, 2003. 195 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. STANISLAVSKI, Constantin.(Trad.: Pontes de Paula Lima). A Construção da Personagem. 12 ed. Rio de Janeiro. Editora Delta S.A.: 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Literatura Egípcia. Enciclopédia Delta Larousse, Volume VI. 2 ed. Rio de Janeiro. Editora Delta S.A.: 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. BOAS, Orlando Villas &amp;amp; BOAS, Cláudio Villas. Xingu, os índios, seus mitos. 4 ed.. Rio de Janeiro. Zahar Editores: 1976. 211p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. GRINBERG, Luiz Paulo. Jung - o homem criativo. 2 ed. São Paulo. FTD Editora: 2003. 239p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. PLATH, Sylvia. Pela Água. Edição Bilíngüe ( Trad.: Maria de Lourdes Guimarães). São Paulo. Editora Assírio e Alvin: ano .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. MOTTA, Valdo. Eis o Homem. Vitória. Editora Fundação Ceciliano Abel de Almeida: 1987. 142p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. DOSTOIÉVSKY, Fiódor. (Tradução livre: Emílio de Mello). O Marido Alheio ou O Outro Debaixo da Cama. Mímeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. JUNG, Carl. Complexos, Arquétipos e Símbolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. JUNG, Carl. O Segredo da Flor de Ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. FAUSTINO, Mário. O Homem e Sua Hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. ALIGHIERI, Dante. A Divina Comédia (Vol. Primeiro - Inferno, Vol. Segundo - Purgatório e Vol. Terceiro - Paraíso. Tradução Brasileira: José Pedro Xavier Pinheiro. São Paulo, Gráfica e Editora EDIGRAF S.A. (ano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. BLAKE, William. O Matrimônio entre o Céu e o Inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. WHITMONT. Edwad E.. A Busca do Símbolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. KEEN, Sam &amp;amp; FOX, Valey. A Jornada Mítica de Cada Um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. COOPER. J.C.. Yin e Yang - a harmonia taoísta dos opostos. São Paulo. Editora Martins Fontes: 1985. 170p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. FRANZ, Marie - Louise Von. Os Sonhos e a Morte - Uma Interpretação Junguiana. São Paulo, Cultrix: 1990. 215p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. NETO, João Cabral de Mello. Morte e Vida Severina e outros poemas para vozes. 4 ed. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira: 2000. 163 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. Enciclopédia de Ocultismo. As Ciências Proibidas – Adivinhação: os Segredos do Vidente. Editora Século Futuro Ltda: Rio de janeiro, 1987. 76 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. GEORGE, David. Teatro e Antropofagia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. Almeida. Bíblia Sagrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. BORGES. Jorge Luis. O Fazedor. (Trad.: Rolando Roque da Silva). 4. ed. Editora Bertrand Brasil: São Paulo, 1987. 107 p. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-4938359134950597556?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/4938359134950597556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=4938359134950597556' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/4938359134950597556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/4938359134950597556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2008/09/rvore-proibida.html' title='ÁRVORE PROIBIDA'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2391517435030571722.post-4224967595859651453</id><published>2008-09-08T19:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T08:24:22.336-07:00</updated><title type='text'>SEMELHANÇA</title><content type='html'>Tua boca é uma estrela cadente&lt;br /&gt;Que realiza meu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu olhar penetra minha alma&lt;br /&gt;e me toma até às vísceras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuas mãos moldam o barro&lt;br /&gt;e com o fogo do teu hálito&lt;br /&gt;anima tua criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto no jardim das delícias&lt;br /&gt;Próximo à árvore da vida.&lt;br /&gt;Da minha costela o fio retiraste,&lt;br /&gt;e um novo homem fizeste:&lt;br /&gt;Adão e Adão&lt;br /&gt;Enkidu e Gilgamesh&lt;br /&gt;Feitos do mesmo barro&lt;br /&gt;No mesmo fogo&lt;br /&gt;A mesmíssima cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Berger&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2391517435030571722-4224967595859651453?l=williambergerator.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williambergerator.blogspot.com/feeds/4224967595859651453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2391517435030571722&amp;postID=4224967595859651453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/4224967595859651453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2391517435030571722/posts/default/4224967595859651453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williambergerator.blogspot.com/2008/09/semelhana-tua-boca-uma-estrela-cadente.html' title='SEMELHANÇA'/><author><name>William Berger. Teatro: arte, ciência e religião</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01929511788934948607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/__Gwm2D_lLis/SNCKHLr6EpI/AAAAAAAAAC4/ZAmXZKUEpZk/S220/Blacktie.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
